Nova greve geral convocada para 30 de junho no Brasil

Apesar da conspiração da mídia e do judiciário contra a greve geral do dia 28 de abril, mais de 35 milhões de brasileiros e brasileiras cruzaram os braços pela saída do presidente ilegítimo Michel Temer. Em 30 de junho é convocada uma nova greve geral.

No mês seguinte, mais 100 mil militantes foram às portas do Congresso em Brasília para mostrar a indignação do povo contra a política ultraliberal do governo, dos deputados e senadores. Foram recebidos pela Polícia Militar e, por terem resistido à violência, tiveram de enfrentar também as Forças Armadas, convocadas pelo presidente da Câmara dos Deputados, acionada pelo Ministro de Defesa e sancionada pelo presidente interino.

O Brasil respondeu com arte, música e multidões: No Rio de Janeiro, um dos locais onde mais havia repressão, e em São Paulo, cerca de 170 mil pessoas foram aos atos político-cultural organizados pelos produtores culturais em parceria com os movimentos sociais pela saída de Michel Temer, pelo fim das reformas e por eleições diretas. 

Os atos se espalham e a organização cresce. No começo desse mês, mais de 55 entidades representativas de diferentes setores da sociedade civil e, entre eles, o movimento feminista, uniram-se para criar a Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já. Mês passado as centrais sindicais (CTB, CUT, UGT, Nova Central, Força Sindical, Intersindical, CGTB, CSB, CSP-Conlutas) reunidas em assembleia na sede da CTB Nacional debatiam juntos os próximos passos na luta contra o governo golpista de Michel Temer e definiram a realização de uma nova greve geral nacional a ser realizada por 24 horas no dia 30 de junho. Quem duvidava da nossa capacidade de fazer luta não tem mais o que dizer. 

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